domingo, 12 de fevereiro de 2017

- PARA ONDE VAMOS AMANHÃ, SE NOS REPETIRMOS? Por Kleber Galvêas!

- PARA ONDE VAMOS AMANHÃ, SE NOS REPETIRMOS?

Há 9 dias o Espírito Santo vive momentos de tensão. Situação que na casa dos militares é experimentada 365 dias ao ano, enquanto enfrentam principalmente traficantes, que lutam por seus territórios e, capitalizados, impõem suas vontades. Sem policia nas ruas a população está presa em casa, e todos os setores da economia, inclusive o governo, acumulam prejuízos e enorme desconforto.
Imaginem-se as consequências deste cenário em qualquer tempo e lugar: o Estado está em recessão, perdeu o FUNDAP, e muito dinheiro, com a nova divisão dos royalties do petróleo; tem nível elevado de desemprego e alta taxa de criminalidade, quase exclusivamente ligada ao tráfico. Policiais convivem em quartéis onde treinam o uso de armas, explosivos, ordem unida, e estão insatisfeitos e solidários. Qual a reação esperada ao serem ameaçados de punição e dispensa, com o castigo atingindo diretamente seus familiares, que assumiram a vanguarda desta luta, que se arrasta há 2 anos?
O protesto é ilegal na letra da lei, terrível para todos, mas compreensível, quando visto pela perspectiva humana: da injustiça, erro político e imperícia administrativa. A responsabilidade o governo procura encobrir com bravatas arrogantes, colocando como culpado quem apontou a infração.    
O Estado gasta 5 mil com um preso e paga a metade ao policial. O ambiente de trabalho do policial oferece alto risco. As deficiências crônicas o tornam ainda mais estressante, provocando desarmonia no círculo familiar de alguns soldados e desequilíbrio emocional em muitos. Enquanto isso, o mundo do crime tem proteção legal para sua reserva de mercado e monopólio altamente lucrativo (drogas). Bandidos estão capitalizados, bem armados, bem assessorados...  
Seguramente, algo cai quanto o equilíbrio instável se torna insuportável. Se o lado que está mais alto na balança não perder peso, e o mais baixo não recuperar parte do peso perdido, não se retorna ao equilíbrio. Entretanto retomar o equilíbrio é resolver o problema pontual e ele não se manterá, se a oportunidade não for aproveitada para se experimentarem novos caminhos, fugindo da trilha repetitiva que sempre leva ao mesmo lugar: troca de comando, construção de presídios, aumento do efetivo, dos salários e do armamento. Se não houver aprendizagem, isto é, mudança de comportamento de quem opera o equilíbrio com as ações de governo, e ele não agir olhando para frente, uma hora o caldo entornará de vez.
Quando, na Pérsia (700 a. C.), o cão de guarda era importante para segurança do cidadão e do rebanho, Zaratustra ensinava: “Quando comer alimente os cães, ainda que o mordam”.
Se o Estado tiver crédito, deve recorrer a ele, como faz o seu policial quando falta salário no fim do mês. Se há prestigio político faça-o valer. Com imaginação e interesse por nossa identidade e vocação, promova projetos que tragam dividendos financeiros, e seja parcimonioso ao conceder isenções fiscais (R$ 4,3 bilhões).
A tarefa primária do administrador é identificar prioridades na aplicação dos recursos e equilibrar as contas; investigar para ficar bem informado, prevenindo acidentes de percurso; constituir reserva emergencial, evitando a surpresa da desorganização generalizada, porta de entrada para o caos.
Aflição de todos é estado de guerra. Isso não pode acontecer. Se houver persistência na falta de imaginação de quem decide, e o incômodo generalizado continuar para a população, corre-se o risco de a corda arrebentar do lado aparentemente mais forte. Na França, onde se inventou a guilhotina, a corda arrebentou desse lado. Não foi a primeira, nem a única vez, que isso aconteceu.  
Não há chantagem. As mulheres dos nossos soldados buscam paz e harmonia no lar. Fazem História!
Kleber Galvêas, pintor. 
Tel. (27) 32447115 www.galveas.com fevereiro, 2017

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PARCERIA ARROGANTE CONTEMPORÂNEA - Por Kleber Galvêas!!

PARCERIA ARROGANTE CONTEMPORÂNEA
“Era como se um grande pintor tivesse mergulhado seu pincel na escuridão do terremoto (mídia) e do eclipse (governo).” Percy Shelley.  

O pau de selfie e tantas outras invenções nascidas em garagens tornaram algumas pessoas milionárias. Cidadãos, com modesto capital inicial, corresponderam à expectativa do Estado, que neles confiou, investiu e lhes deu condições, propiciando educação formativa, impostos razoáveis, juros suportáveis e relativa tranquilidade.
O “Decano do Óbvio”, em recente palestra no evento “ES Competitivo – 2016”, foi aplaudido por seleta plateia: “O mérito maior do projeto é o de procurar mudar na cabeça das pessoas a visão de que os governos podem resolver todos os problemas sozinhos pelo entendimento contemporâneo de que as soluções devem ser buscadas de forma compartilhada pelos governos e pela sociedade.” A Gazeta, JCC, 03-12-2016.
A mesmice do expositor e a passividade de uma plateia atenta espantam um observador desavisado. Todos ali, há muito tempo, almejam a parceria público/privado e sabem da sua importância. Entretanto, conscientes das limitações impostas pelo governo, certamente esperavam que a mudança proposta acontecesse na cabeça do governo.
Como fazer parceria com alguém que não nos conhece; que nos cala; que ignora nossa identidade e vocação; que amarra nossos pés e mãos, com burocracia extensa, cara e com complicado labirinto legal mutante; que empobrece aposentados, indivíduos experientes, práticos e com tempo livre para criar; que descapitaliza empresas e cidadãos, com a elevada carga de impostos e taxas absurdas; que explora a educação, cobrando 40% em impostos sobre o material escolar; que nos priva de uma vida saudável, permitindo a degradação do nosso ambiente, e a ocupação irregular do solo urbano; que nos preocupa constantemente, obrigando-nos ao pagamento de serviços caros, em áreas de sua responsabilidade (segurança, saúde, educação); que mistifica, superestimando o exótico e ignorando o produto da terra; que privatiza o autoritarismo na área cultural...
Enquanto não adotar lentes multifocais modernas, para enxergar bem não só o que está longe, mas também o que está perto, o governo não será bem sucedido. Continuará repetindo o óbvio e amargando o desentendimento.
A cultura precede a política e prevalece a ela. Culturas diferentes geram políticas diferentes. Sua anulação em favor de uma ideologia propicia caminhos estranhos onde se perde a identidade, o rumo da vocação, e conduz ao caos.
Kleber Galvêas, pintor.   www.galveas.com dezembro, 2016.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Erro Histórico (Crime Cultural): Parte importante da História da Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Prainha de Vila Velha/ES foi novamente rebocada. DESCASO por economia ou ignorância? Comparem a foto de 1918 com uma tirada hoje: (21/12/2016)

 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário em 1918 (com óculo acima da porta) e hoje: 21/12/2016


*O óculo em questão foi localizado pelo Instituto GOIA depois
de um cuidadoso trabalho. Fora rebocado no passado. Uma outra empresa, contratada pelo atual governo do estado e pela Vale, o ignora. Reboca a história da Igrejinha do Rosário mais uma vez. História rebocada é história morta. A foto original (de 1918) está no 38 BI da Prainha, em Vila Velha, no Estado do Espírito Santo. Pelo amor de Deus, ajudem a salvar, a resgatar a cultura que nos foi subtraída... Será que interesses políticos e econômicos
são mais importantes que a cultura de um povo? Que a História?













"A DOR DO LUTO NÃO DEVE SER MEDICADA" - Crônica do Doutor João Evangelista Teixeira Lima, publicada em A Tribuna/ES...!!

DR. JOÃO RESPONDE

A DOR DO LUTO NÃO DEVE SER MEDICADA

O princípio da vida vem recheado de alegria e esperança. A dor do adeus vem temperada de lamento e saudade.
O nascimento e a morte são acontecimentos que unem verdadeiramente as pessoas.
O início e o fim serão sempre os grandes mistérios da humanidade. Não sabemos o que vamos encontrar do lado de lá, nem lembramos o que éramos antes de aqui chegar.
O sofrimento emocional em sua pior forma, como acontece no luto, é um dos mais cruéis da humanidade. Apesar disso, a tristeza ocasionada pela perda não deve ser medicada.
Nossa capacidade de sentir dor emocional tem um grande valor adaptativo. Não podemos converter o padecimento em doença sem mudar radicalmente quem nós somos.
Se não pudermos tolerar a tristeza, não conseguiremos experimentar a alegria. Mascarando a dor, transformamos o indolor em estupor. Luto não deve ser tratado como depressão, embora possa evoluir para tal.
Abatimento, insônia, anorexia, desânimo, falta de interesse, dificuldades para trabalhar, estão presentes durante o pesar.
Ao lidar com o desfecho da vida, devemos lembrar que esse lado sombrio é o preço necessário que pagamos pela ligação com os nossos entes queridos.
Iniciamos a existência necessitando de amor. Nossa vida consiste em uma série de ligações e perdas.
É lamentável ver pessoas dopadas de calmantes durante um velório. De que adianta o corpo do enlutado estar presente, se o cérebro, entorpecido por medicamentos, aprisiona a mente nas brumas do entorpecimento, impedindo-a de participar dessa dor terapêutica.
Medicar o luto reduz a dignidade do sofrimento. 
O uso de drogas durante o pesar produz um lenitivo incompleto, superficial e despersonalizante.
Tranquilizantes afastam a necessária dor, impedindo o tempo de exalta-la, domina-la e, finalmente, extingui-la. A maioria das pessoas machucadas pela morte se recupera sem interferência de remédios.
Somos capazes de sentir desolação, angústia e saudade, porque tudo isso tem um elevado valor de cura e sobrevivência, sendo parte inevitável da existência humana.
Precisamos chorar a morte dos seres amados ou nunca os amaríamos plenamente. O luto não deve ser abortado com pílulas, pois não se trata de algo a ser curado, mas sim vivenciado, compreendido e aceito.
Sofrimento não é doença. No lugar de prescrever calmantes, seriam melhor oferecer tempo, reflexão, consolo, compaixão, memória e empatia, esses bálsamos da vida. A morte deve ser lamentada ao invés de reprimida ou tratada.
Contrição, tristeza, lamentação e saudade são catárticas, auxiliando o enlutado a vencer o vazio que irá se instalar na sua alma. O processo da perda leva tempo para ser elaborado.
Perder alguém querido gera sentimentos dolorosos. Mas, não se deve deixar a tristeza lá fora, com medo de a saudade apertar. Lembranças ajudam preencher o vazio.
A saudade corre dentro do corpo passando pela mente várias vezes, até que um dia alcançará o coração, local onde vai passar a eternidade.
A dor da perda pode se tornar patológica apenas quando a realidade passa a não ser aceita, e o enlutado deixa de lado sua própria vida para viver somente de lembranças.
O desaparecimento da esperança, da criatividade, do sono, do prazer e da motivação em retomar a vida normal, são os principais indicativos de que as coisas não vão bem.

A maneira mais saudável de encarar a perda é saber que a morte levou apenas o corpo físico do ente querido. A representação de tudo aquilo que existiu na pessoa que se foi, continuará existindo dentro do psiquismo de quem ficou, e isso nunca poderá ser retirado dela.

O sofrimento preenche o vazio da mortalidade, se diluindo em lembranças e saudade.
JOÃO EVANGELISTA TEIXEIRA LIMA

domingo, 13 de março de 2016

A Riqueza e a Pobreza ... Minha gratidão a Klyslene Cardoso...!!

Mensagem de Reflexão: A Riqueza e a Pobreza

Um dia, um pai de família, rico, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, o status, o prestígio social... O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro. 

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa de um trabalhador da fazenda. Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
- E aí, filhão, como foi a viagem para você?
- Muito boa, papai, respondeu o pequeno.
- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza?
- Sim, pai, retrucou o filho.
- E o que você aprendeu com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão pobre?
O menino respondeu:
- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários em uma gaiola e eles têm todo tipo de passarinho, todos soltos no ar!
O filho suspirou e continuou:
- E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós sentamos à mesa em casa falando de negócios, dólar, festas, daí comemos, empurramos o prato e pronto!
No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer o Pai Nosso enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive pela nossa visita na casa deles. Lá em casa, vamos para o quarto, assistimos televisão e dormimos.
Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós.
Na nossa casa colocamos a Maria, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando nos quartos para visitas.
Conforme o garoto falava o pai ficava chocado, sem graça e envergonhado. Foi quando o filho se levantou, abraçou o pai e ainda acrescentou:
- Obrigado papai, por me mostrar o quanto nós somos pobres! 

MORAL DA HISTÓRIA 

Não é o que você é, o que você tem, onde está ou o que faz que irá determinar a sua felicidade. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, um coração bondoso e reta intenção no que faz, então, você tem tudo!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Tio tenta ajudar sobrinho - Técnico em Mecânica(Reg. CREA-ES)

                                OPERADOR DE GUINDASTE

FORMAÇÃO      *Técnico em Agropecuária
                       *Técnico em Mecânica Reg. No CREA- ES-037351/TD

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

·         KLB TRANSPORTES LTDA

Admissão: 17/09/2005
Término: 30/11/2007
Cargo: Motorista Carreteiro

·         PREST SERVICE PERFURAÇÕES S.A.

Admissão:13/04/2008
Término:23/03/2013
Cargo: Auxiliar de Plataforma

·         CSE MECANICA E INSTRUMENTAÇÃO LTDA

Admissão: 05/06/2013
Termino:
Cargo: Auxiliar de Mov. De Cargas


·         QUALIFICAÇÕES E ATIVIDADES PROFISSIONAIS

* OPERADOR DE GUINDASTE NIVELI – Sparrowsbsm
* OPERADOR DE GUINDASTENIVEL I – Sest-Senat
* CBSP – Curso básico de segurança em plataformas, West Group.
* HOMEM DE ÁREA - West Group.
* ESPAÇO CONFINADO - West Group.
* HUET – AeronaveSubmersa, West Group.
* EMCIA– Sampling.
* TRABALHO EM ALTURA - West Group.
*MOPP – MOVIMENTAÇÃO E OPERAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS – Sest-Senat
*CNH – 01837283561 CAT - AE

segunda-feira, 8 de junho de 2015

DIA DOS NAMORADOS - Um Buquê ou uma Pintura? Por Galvêas!

Um Buquê ou uma Pintura?
 Entre coisas diferentes cabe escolher. O preço é o mesmo e, muitas vezes, até surpreende.
Um buquê ou arranjo com flores naturais é lindo. Tem romantismo, o frescor do campo, o colorido da natureza, e grande carga de simbolismo. É uma faísca que ilumina corações.
Pena que é efêmero como um flerte. Flores cortadas perdem rapidamente o encanto.
Flores pintadas são fieis, são para sempre: não murcham!
Representam a paz, o amor e a felicidade que desejamos a você.
Veja algumas flores pintadas em www.galveas.com  
Visite nosso ateliê. Aberto todos os dias, das 9 às 18 horas. Tel. (27) 3244 7115
Abraço, Kleber

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A FORMAÇÃO DO POVO CAPIXABA: POR KLEBER GALVÊAS, Pintor

A FORMAÇÃO DO POVO CAPIXABA
Imbicando sua nau rumo ao “Alvo Mestre” do nosso litoral Vasco Fernandes Coutinho chegou à Baía do Espírito Santo, em 23 de maio de 1535. Aportou na Prainha de Vila Velha; local que, três décadas depois, recebeu o nome de Praia de Arariboia. Foi daqui que o Herói Nacional partiu para ajudar os portugueses a “expulsar” os franceses, aliados dos Tamoios, da Ilha de Villegagnon, Baía de Guanabara.
Nossa formação foi semelhante a do Nordeste, onde a maioria da população herdou cabeça grande e pescoço curto dos potiguares. Tribo que se expandiu muito após a chegada dos portugueses.
O sangue dos nossos índios circula nas nossas veias. É só olharmos um grupo de capixabas, para identificarmos traços dos nossos antepassados nativos. O Dicionário Estatístico de Cesar Augusto Marques (1878) mostra que, naquele tempo, em todos os municípios capixabas, o número de pardos já superava o de brancos e negros somados. Devido a essa fusão étnica e a posição geográfica que propicia influências do norte e do sul do país, nosso jeito de falar foi escolhido por locutores de rádio e TV e universalizado no Brasil.
Quem insiste em contar a nossa história falando só em conflitos faz adaptações da história de outros lugares da América. Vejamos alguns fatos:
Arariboia e seus bravos foram requisitados para a “batalha naval” na Guanabara, exatamente porque eram bons nadadores e exímios canoeiros. Salvador Correia de Sá, primeiro governador do Rio de Janeiro, foi salvo a nado por Arariboia, após naufrágio. Portanto, não faria o menor sentido mudar a capital de Vila Velha para uma ilha contígua ao continente, para se defender dos índios.
As revoltas contra D. Jorge de Menezes e D. Simão Castelo Branco, maus portugueses condenados ao degredo, que aqui chegaram com o donatário Vasco Coutinho e o substituíram temporariamente, foram comandadas por outro português, Robério Martins. Não foi uma revolta indígena: eram os primeiros brasileiros enfrentando o desmando do poder estabelecido.
Não existe registro de um importante guerreiro índio local, de herói português ou brasileiro, envolvido em conflitos, nem da localização de campos de batalha, além do distante Cricaré. Nossos fortes foram construídos voltados para o mar. Temíamos franceses, ingleses e holandeses. Desses enfrentamentos, o ato heroico de Maria Ortiz (1625) tem registro detalhado na história. Nossos “quartéis” avançados no interior eram geralmente guarnecidos por meia dúzia de índios pedestres. Frei Brás Lourenço trouxe do Rio de Janeiro para o Espírito Santo o primeiro contingente expressivo de colonos: não eram europeus, mas índios Temiminós, chefiados por Maracaiaguaçu.
Os livros didáticos de história privilegiam pontuais desavenças e desconsideram as realizações conjuntas. Porque prosseguir na imitação do exótico, se a nossa história é muito mais bonita?
O Capixaba é fruto de um amor oportuno. Em 1500, viviam aqui índios Tupis espremidos entre os Tapuias: Goitacases, do norte do Rio de Janeiro, Pataxós do sul da Bahia e Botocudos do interior. Essas tribos eram canibais e muito primitivas, em relação aos Tupis; que tinham contato com os Guaranis; e estes, com os Incas. Nossos índios Tupiniquins vinham sendo literalmente devorados pelos Tapuias, ao norte, no sul e a oeste. A esperança de salvação chegou pelo mar. A colonização começou aqui quase em paz e com muitas luas de mel.
O que certamente não vamos encontrar na nossa história, são presidentes como Rosas e Jackson. O primeiro, na Argentina, exterminou índios, empurrando os poucos sobreviventes para a Patagônia. O Brasil (Duque de Caxias) ajudou a expulsá-lo para a Inglaterra, onde morreu. O segundo, chamado pelos índios de “Faca Longa”, reeleito presidente dos Estados Unidos exterminou e removeu índios. Desrespeitou a Suprema Corte Americana, favorecendo ilegalmente os Colonos.
Espírito-santense, são os nascidos no Espírito Santo. Capixabas são os que vivem neste Estado, ou que amam esta terra. “Venham de onde vierem...”, como cantamos no hino de Vila Velha, nossa capital histórica.
Kleber  Galvêas

terça-feira, 26 de maio de 2015

Abricó-de-macaco... Quanta riqueza é destruída na amazônia?!

Nome científico: Couroupita guianensis
Família: Lecythidaceae
Características morfológicas: Esta árvore chega a medir 15 metros de altura. O tronco alcança até 50 centímetros de diâmetro. As flores, muito perfumadas, saem diretamente do tronco e dos ramos.
Origem: Brasil.
Ocorrência natural: Toda a região amazônica, em margens inundáveis dos rios. Ocorre também desde a Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela até as Guianas.

O nome principal é abricó-de-macaco, mas há outras alcunhas: cuiarana, castanha-de-macaco, árvore-de-macaco, amêndoa-dos-andes, e cuia-de-macaco.
Dona de uma flor de um bordô vivo, com miolo lilás claro, branco e detalhes em amarelo, não há como negar: além dessa beleza exótica que inunda seus troncos (diga-se, cheio de calos), tem nos frutos um outro diferencial: acastanhados, eles têm o tamanho de uma bola de futebol de salão e fazem esta espécie parecer uma árvore de Natal durante a frutificação. Só há dois problemas: o peso deles (que pode danificar facilmente um carro que estacione sob ele) e o mau cheiro durante o seu apodrecimento. Mas tanto a polpa azulada como as sementes são comestíveis.
Ela frutifica de dezembro a fevereiro.  Já a floração é de outubro a dezembro. É comum em terrenos inundáveis de beira de igapós e margem de rios.  Dona de uma madeira parda clara e macia, essa árvore é usada para fabricação de embalagens e artefatos leves e brinquedos, entre outras aplicações. O paisagismo, devido a sua beleza, também tem forte apelo (apesar do inconveniente já citado do peso e cheiro dos frutos).

sábado, 23 de maio de 2015

VILA VELHA, QUASE VENEZA OU AMSTERDAM: KLEBER GALVÊAS!!

                    VILA VELHA, QUASE VENEZA OU AMSTERDAM
Vasco Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo, encontrou um ribeirão que descia do Morro do Moreno e desaguava na Praia do Ribeiro; ali se instalou, e o lugar passou a se chamar Sítio do Ribeiro.
As primeiras casas dos pioneiros foram construídas na Praia de Inhoá. Lá ainda existe uma fonte de água, mas a estreita faixa de terra, entre o morro e o mar, impossibilitou o desenvolvimento de uma vila.
O donatário construiu a primeira igreja na Prainha (demolida no inicio do séc. XX). Em seu entorno, ruas tortuosas formaram o vilarejo. Dois becos sem saída, paralelos à Rua António Ataíde, são tudo o que restou da primitiva urbanização.  
O engenheiro António Ataíde veio para Vila Velha e aqui foi responsável pela reestruturação urbanística da cidade. Várias casas foram demolidas, e ruas foram alinhadas e projetadas para o futuro.
Do advogado Aníbal Soares e do engenheiro Jose Martins, já falecidos há alguns anos, vizinhos e visitantes frequentes do meu ateliê na Prainha, ouvi a historia do projeto dos sonhos de Antônio Ataíde: transformar Vila Velha em uma Veneza ou Amsterdam: abrir canais em vez de ruas.
Argumentava: -Vila Velha era um imenso areal, onde até caminhar era difícil e todas as suas ruas foram aterradas; a altitude do centro da cidade é de 4 metros; já existiam várias lagoas, córregos e riachos naturais, que, sem corredeiras, seguiam em todos os sentidos; grande área da cidade era um extenso manguezal inundável na maré alta; o transporte de pessoas e mercadorias, até meados do século XX,  era feito quase exclusivamente por canoas; madeiras próprias para a construção de embarcações eram facilmente encontradas em nossas matas; paisagens naturais notáveis seriam preservadas e valorizadas; estaríamos imunes a alagamentos; havia o precedente expressivo do Canal dos Jesuítas, ligando o Rio Jucu à Baía do Espírito Santo.
É uma pena que o sonho de quem planejou a Vila Velha moderna não se tenha  realizado no passado. Será possível no futuro?     
Kleber Galvêas, pintor.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Projeto A VALE, A VACA E A PENA: Enviado por Kleber Galvêas!

Segue foto da tela do ano 19. Desenhada hoje, para ser incorporada ao acervo do Projeto A VALE, A VACA E A PENA. 
A bigorna pairando sobre as nossas cabeças é a CPI, em andamento na Assembleia Legislativa.
Poderá servir para malhar e moldar o ferro. Exigindo das siderúrgicas localizadas em Tubarão e Ubu, um comportamento civilizado. Ou vai se precipitar, como o pó preto, sobre tudo e sobre as nossas cabeças.
O ferro que respiramos é cumulativo no nosso organismo. Entrou em nossos pulmões, não há como retirá-lo. A silicosiderose só se manifesta anos depois de contínua exposição à poluição siderúrgica. Mata como o enfisema, a pessoa não consegue respirar.
Saiba mais sobre o projeto em nosso site: www.galveas.com  
Abraço, Kleber

sábado, 2 de maio de 2015

VIDA CRUEL: Deborah Secco está grávida e vai casar... Agora só me resta a Scarlett Johansson... Fazer o quê? ... Leiam abaixo:

Notícia séria e importante: A atriz Scarlett Johansson fez uma revelação emocionada esta semana: "Minha família cresceu contando com o fornecimento de comida da assistência pública", afirmou ela, chamando a atenção para o problema da fome que atinge 16 milhões de crianças nos Estados Unidos. "Um problema real e muitas vezes esquecido, mas que juntos podemos corrigir", acrescentou. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Orquídeas Bebês - Babies Orchids - Permissão gentil de Beti B. Obrigado, Deus do Céu e da Terra, por vossa infinita bondade!

A Orquídea Anguloa Uniflora é originária da América do Sul e tem a forma de um bebê no berço. A mãe natureza cada vez nos surpreendendo mais e as orquídeas então....
Anguloa uniflora é uma espécie de orquídea de hábito terrestre. É originária da América do Sul.  
É uma planta herbácea robusta que prefere o clima frio ao quente, é das maiores espécies terrestres, com pseudobulbos ovoides, ligeiramente comprimidos, profundamente sulcado longitudinalmente, de cor verde escuro que levam de 2 a 3 folhas caducas, amplamente elíptico-lanceoladas, pecioladas, agudo-acuminadas , com agrupações, geralmente de cor verde escuro setinado com una superfície acanalada longitudinalmente, pseudobulbos envolto basalmente por 3 a 5, menores. 
Floresce depois da caída das folhas caducas do verão até    princípios de outono em uma ereta inflorescência de 15 a 25 cm de comprimento, com grandes brácteas, acuminadas, todos los novos crescimentos que aparecem nos fins de inverno tem uma solitária flor de 10 cm de comprimento, como a tulipa, carnosa, perfumada e  de larga duração.
Se distribui da Colômbia até o Peru e pode ser encontrada em elevações de  1400 a 2500 metros, na Venezuela, Colômbia, Equador e Peru nos bosques montanhosos úmidos e  com muita sombra.